A PANDEMIA E DISPUTA DE ATENÇÃO DO CONSUMIDOR


Muitas pessoas têm me perguntado sobre como o marketing e as estratégias de comunicação das empresas deve se comportar em um período de tantas incertezas. Por isso resolvi escrever este artigo.

Para começar, a primeira coisa que devemos entender é que: com ou sem pandemia existem duas verdades imutáveis.

1. Não existe estabilidade.

2. O marketing se transforma e as pessoas mudam.


Temos observado o aumento conectividade em um período onde a mobilidade é reduzida. Contudo, mesmo em regime de quarenta, os seus clientes continuam “sem tempo" para examinar e avaliar as marcas em profundidade.

Ao passo que o ritmo de vida das pessoas está em modo acelerado, foi comprovado em uma série de estudos científicos que a capacidade de atenção diminui exponencialmente nos últimos anos.

Se você utiliza qualquer dispositivo móvel, é muito provável que sua capacidade de atenção seja menor do que a do peixinho dourado que habita seu aquário. Pelo menos foi essa a conclusão de um recente estudo feito pela Microsoft.

De acordo com a pesquisa realizada no Canadá, o tempo médio de atenção de um peixinho dourado é de nove segundos, enquanto o da maioria das pessoas é de oito segundos. No ano de 2000, nossa média era de 12 segundos.


O estudo foi realizado em duas partes. Na primeira, dois mil participantes jogaram games que prendem a atenção e classificaram letras e números. Assim, foram medidas a capacidade de manter o foco e as habilidades cognitivas para tarefas competitivas desses voluntários.

Já na segunda, 112 pessoas tiveram suas atividades cerebrais monitoradas por eletroencefalograma enquanto interagiram com diferentes tipos de mídia ao tentar realizar outras atividades.

O resultado deste estudo mostra que as pessoas sentem mais dificuldade de concentração quando usam dispositivos com telas. Se você olhar ao seu redor, neste exato momento, poderá constatar que “telas” estão espalhadas por todos os lados de sua casa e, inclusive, na palma de suas mãos neste exato momento.

Na pesquisa os usuários de múltiplas telas acham difícil filtrar estímulos irrelevantes – são mais facilmente distraídos por múltiplos fluxos de mídia. Foi constado também que os estilos de vida digitais afetam a capacidade de manter o foco por longos períodos de tempo.


Porém, há também um resultado positivo no estudo. Apesar de nos distrairmos mais facilmente, os mesmos dispositivos podem melhorar nossa capacidade de ser “multitarefa”. De acordo com a pesquisa, os participantes que têm um estilo de vida mais digital são “melhores no processamento de informações simultâneas chegando de diferentes fontes”.


Este estudo nos leva a compreensão de que as empresas precisam entender que mais impactos/volume de mensagens não significam mais assertividade. É preciso se destacar de maneira criativa diante o seu público alvo e conectar-se de forma significativa com os consumidores. Em outras palavras, não é a quantidade de estímulos, mas a qualidade.

Em meio a essa avalanche de informações, ofertas, produtos, benefícios, apenas um único e eficiente momento de prazer experiencial com uma marca basta para captar a atenção em sua mensagem.

Para conseguir este grande feito, as marcas devem compreender os caminhos que seus clientes percorrem na jornada de compra de “ponta a ponta”, ou seja: o que eles realmente buscam, como buscam, como pesquisam, como decidem, como compram, como consomem os seus produtos/serviços.

Sim, é excelente momento para intensificar esforços em comunicação, mas pensando de uma maneira mais estratégica e não no fazer porque todo mundo está fazendo.

Parafraseado o gênio Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

O grande desafio das marcas hoje é: fortalecer vínculos emocionais, encantar clientes, estabelecer uma relação amigável, transformando em clientes em fãs.

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